
28 anos.
Mãe bem-descasada.
Com uma linda filha de 6 anos.
Redatora Técnica.
Moradora de Niterói/RJ.
Frequentadora de Itacoatiara.
Temperamental.
Divertida.
Sarcástica.
Irritante.
Constantemente Irritada,
Porém sempre bem-humorada,
Pelo menos com quem não mora na minha casa... ;)
Em dietas que nunca se cumprem.
Nem gorda, mas também longe de ser magra...
Verdade seja dita: "marginalmente" acima do peso!
E aí?
Qual a sua impressão?
![]()
Fotos da festa
Clique no link para acessar o álbum com as fotos da festa de 7 anos da Pietra.
Beijos!
Festa Americana
Pois é... Esta semana completam 7 anos que minha pequena surgiu. E como de praxe estamos envolvidos nos preparativos da festa. A boa notícia é que 450 docinhos já estão prontos. O resto? Nem me pergunte...
Hoje foi dia de resolver a parte gráfica: além do convite que procuro sempre fazer, ainda editei a imagem que será impressa em papel de arroz e com colorante comestível para ir sobre o bolo. E como estou desde as duas da tarde aqui fazendo isso tudo, nada mais natural que querer postá-lo aqui, né? Sendo assim, seguem os trabalhos do dia:
Clique aqui para ver a imagem do bolo de aniversário.
Clique aqui para ver o convite.
Inacreditável como esta afirmação não muda há gerações: "os jovens de hj,ñ são os mesmos de antigamente"... Nossa! Minha avó falava isso, minha mãe falava isso e hoje em dia os meus amigos falam a mesma coisa... Muda apenas a maneira grotesca com a qual o nosso português é escrito, porém jovens sempre foram e serão jovens! As atitudes diferem apenas pelas circunstâncias que os cercam...
Acho admirável a coragem com a qual alguns jovens lutaram no passado pela nossa democracia atual e o que conseguiram para nós. Mas ao mesmo tempo vejo estes mesmos jovens (que obviamente envelheceram) lutando hoje pelo seu próprio Eu. Usando a mídia e articulando aliados para conseguirem apenas o tal dinheiro que foi dito, a poucos posts atrás, ser o único objeto de desejo do jovem atual. Lembro vivamente de uma das ultimas manifestações políticas de impacto realizada por jovens da minha geração: o impeachment do Fernando Collor. Cada vez que a mídia fala disso, é apresentado muito orgulho por aquela geração. Orgulho... Sabe o que eu lembro? Lembro de todos da minha escola saindo em marcha para o centro do Rio. Quando eu perguntava qual era o propósito, pois eu realmente não estava a par da situação do país, meus amigos me respondiam: "E daí? Vamos zoar tudo e matar aula! A TV vai estar lá!".
Isso é ser político e ter ideais? Destes que foram às ruas, quantos vocês realmente acham que estavam cientes do que faziam?!?
Lógico que não se comparam às manifestações e opressões sofridas na época da ditadura. Mas mesmo assim me pergunto: Pessoas como Fernando Henrique Cardoso e o próprio Lula sofreram tanto para chegarem onde estão... Passaram juntos por uma das épocas mais "medievais" vividas neste país... Por que estes idealistas, depois de tudo que passaram e conquistaram, acabaram por se curvar à ganância, entregando o futuro da sociedade que eles tanto defenderam durante toda juventude à marginais de colarinhos brancos e sessões de pizza no congresso?
Alguma coisa está muito errada, sim. Mas não é com o jovem. O jovem é apenas um reflexo de todos nós!
Os mais velhos deveriam parar de blasfemar contra sua própria essência e impor limites e educação para que seus filhos aprendam a respeitar a liberdade do próximo. Não é preciso desejar que eventos como do passado ressurjam para ensinarmos valores aos mais novos. O mundo em que vivemos precisa conquistar valores menos evidentes que compõem a liberdade: respeito, compaixão, ambição (sim, quem não tem uma ambição para a vida, não tem metas), direitos, deveres, entre outros... E se teu filho, irmão, sobrinho, vizinho ou o quer que seja não tem estes valores, sinto muito, embora o livre arbítrio deste individuo tenha falhado, muito mais falha ainda foi a educação que este jovem teve. Educação, esta que deveria ter sido dada por aqueles antigos jovens cheios de ideais que se esqueceram de que o futuro da humanidade seria composto por seus filhos!
O mundo é responsabilidade de todos e todo e qualquer ato que realizamos influencia de maneira significativa para sua melhora ou piora. Minimizar suas ações e responsabilidades não contribui em nada para um mundo melhor. Olhar para o seu filho, dizer que o ama e negar dinheiro para ele ir àquela balada chocante pode ser uma boa motivação para ele estudar e conquistar seu próprio ideal.
Texto enviado para o fórum de mesmo título deste post, pertencente a uma comunidade muito interessante entitulada "O que está havendo com o mundo".
João descia as escadas. Seus pensamentos se perdiam num mundo tão distante que ele mesmo não se sentia presente. Seu estado mental era tão vegetativo que ele conseguia ver as coisas passarem em câmera lenta. Sua amiga falava... O quê, ele não sabia. Mas era divertido perceber a situação. Como num filme colocado para rodar duas vezes mais devagar, ele se divertia em perceber o movimento lento com a qual sua amiga movia os lábios, gesticulava, tagarelava. Mais divertido ainda era não ter que necessariamente ouvir tanta lamentação. O papo dela era sempre tão chato que João preferia brincar de não estar ali. Um jogo que ele aprendeu ser capaz de jogar quando na companhia de alguém querido, porém tedioso. Ou quando o nível de irritação está acima do suportável. É como se uma outra dimensão abrisse por trás de seus olhos. Nestas horas ele é capaz apenas de reproduzir algumas poucas frases prontas, ou repetir as últimas palavras da pessoa, para dar a impressão de que ele a ouve. Ou, ainda, de emitir alguns poucos ruídos que soam como um "aham", ou "sei", ou "huhum". Enfim, a graça é se fazer presente estando totalmente ausente.
---
Dizem os médicos que um dos sintomas de distúrbios é quando a pessoa se imagina como um personagem de um filme ou conto. Ao que parece isso é um tipo de fuga da realidade. Mas o que dizer desta fuga se muitas das vezes ela te ajuda a enfrentar situações que você realmente gostaria fugir?
---
João adota a tática de repetição das frases alheias para se fazer "presente". Com isso a brincadeira toma uma dimensão maior. Seu deleite agora está em obter informações. Não necessariamente armazená-las. Mas conseguir ter ciência sobre as palavras ditas por sua amiga, enquanto percebe situações adversas. O desafio agora está em perceber sua volta, sem que sua dispersão seja percebida. Curtir as cenas que se reproduzem lentamente enquanto outras parecem congelar. Como uma usucapião das altas tecnologias de Hollywood, quando o mocinho consegue dominar o tempo das coisas. É impressionante a quantidade de informação processada pelo que se vê e pensa numa fração de horas em que se está neste estágio. É suficiente para, no mínimo, escrever um irreverente romance ou uma atípica ficção.
---
No fim de tudo, a pergunta que fica é: O que é, realmente, a realidade?
"We want more than a mere photograph of nature. We do not want to paint pretty pictures to be hung on drawing-room walls. We want to create, or at least lay the foundations of, an art that gives something to humanity. An art that arrests and engages. An art created of one's innermost heart." (E.M.)
Morning, 1884
Edvard Munch
Oil on canvas
96.5 x 103.5 cm